JUSTIÇA (JUSTO)

A justiça no AT não é apenas distributiva, que consiste em “dar a cada um o seu” (cf. Ex 23,6-8; Dt 25,15) ou cumprir os deveres cívicos, mas inclui também a perfeição moral religiosa. Ser justo é não cometer maldade (Sl 15,2), agir de acordo com a vontade de Deus (Gn 6,9; Ez 14,20; 18,5), respeitar o direito dos fracos e dos pobres (Is 28,6; Am 1,3-2,8; 5,7). Praticar a justiça é amar ao próximo (Mt 25,37.46; 1Jo 3,10). Sem a prática da justiça o culto perde seu significado (Sl 50; Is 1,10-20; Eclo 34-35). Só conhece a Deus quem pratica a justiça (Jr 22,16).

Deus é justo enquanto age de acordo com a sua própria natureza. Ele pune os inimigos do povo eleito (Dt 33,21) e os pecadores de Israel (Am 5,20; Is 5,16), mas também é fiel às suas promessas de salvação (Rm 1,17), tornando o homem agradável a Deus pela graça (3,5.20-30).

No NT são chamados “justos” os que no AT esperavam o Reino, observando a Lei (Mt 1,19; 21,32; Mc 6,20; Lc 23,50; At 10,22.35). A justiça cristã é ainda conformidade com a Lei (Ef 6,1; Rm 2,12-14.25s; Mt 5,20-6,1; 23,4-7; Fl 4,8; 1Ts 2,10). Devido ao pecado, a Lei torna-se insuficiente para conseguir a justiça (Rm 3,20s; 7,7-13; Gl 3,15-22).

Cristo é o único modelo desta justiça (Hb 1,8; 1Jo 3,7; 1Pd 2,21): realizando-a com a sua morte e ressurreição (1Pd 3,18-22; At 3,15; Rm 5,18; 1Cor 1,30; 2Cor 5,21).

A justiça cristã torna-se assim um dom de Deus através de Cristo (Rm 3,21-31; 5,1-10; Fl 3,9), é um estado novo e permanente (Ef 4,20-24; 2,15), é uma participação na filiação divina (1Jo 2,29; 3,7-10; Rm 8,28-30). O Espírito Santo substitui a Lei como princípio interior de retidão: é a Lei da liberdade (Rm 8,2-11; Tg 1,25; 2,12). E um estado de santidade (Rm 6,19; 1Cor 1,30; Rm 1,17; Fl 3,9s). Esta justiça tem como fruto as “obras da luz” (Ef 5,9-11; 6,14-18; Fl 1,9-11; 2Tm 2,22).

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